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Supervisão humana (human-in-the-loop)

Definição

Medidas que permitem a pessoas competentes monitorar um sistema de IA, entender seus limites e intervir, revogar ou interromper seus resultados quando necessário.

A supervisão humana abrange vários desenhos: human-in-the-loop (uma pessoa aprova cada decisão), human-on-the-loop (uma pessoa acompanha e pode intervir) e human-in-command (pessoas decidem se e como o sistema será usado). O AI Act (art. 14) exige que sistemas de alto risco sejam projetados para que as pessoas designadas compreendam capacidades e limitações, fiquem atentas ao viés de automação, interpretem corretamente os resultados, decidam não usá-los ou revogá-los e interrompam o sistema. Responsáveis pela implantação devem atribuir a supervisão a pessoas com competência, formação e autoridade.

A supervisão precisa ser real, e não um carimbo. No GDPR (art. 22), uma decisão só deixa de ser exclusivamente automatizada se alguém com autoridade a revisar de forma significativa; a LGPD (art. 20) garante ao titular a revisão de decisões automatizadas. Supervisão efetiva depende de explicabilidade, letramento em IA e carga de trabalho que permita questionar o sistema.

Exemplo: em um fluxo de radiologia, a IA sinaliza exames suspeitos, mas um radiologista revisa todos os casos e registra as divergências, que alimentam o monitoramento.

Onde este termo é avaliado

Avaliado na Responsible AI Foundation (RAIF), domínio 5: Uso responsável no trabalho.

Também cobrem este termo: Responsible AI Practitioner (RAIP), Responsible AI Leader (RAIL)

Fontes primárias

  • Regulation (EU) 2024/1689 (AI Act), Art. 14
  • GDPR Art. 22

Ferramentas gratuitas sobre o tema

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