A política de uso aceitável de IA diz às pessoas da organização quais ferramentas de IA generativa podem usar, para quê, com quais dados e com que cuidados. Ela reduz o uso de ferramentas não autorizadas (shadow AI), protege informação confidencial e dados pessoais, define revisão humana e responsabilidade, e serve de base para a capacitação em IA. É um dos primeiros controles de um programa de governança de IA.
Como usar
- Informe o nome da organização, o setor e o porte.
- Liste as ferramentas de IA já aprovadas, descritas pelo tipo e pelo contrato.
- Marque os usos permitidos e escolha a postura sobre dados: restritiva, equilibrada ou habilitadora.
- Indique o papel responsável, o ciclo de revisão e a quem pedir aprovação.
- Leia os avisos, ajuste o texto e exporte em DOCX para revisão jurídica e aprovação.
O que cada campo pede
| Campo | O que preencher |
|---|---|
| Nome da organização | Aparece no título e no corpo da política. |
| Setor | Acrescenta cláusulas e exemplos próprios do setor. |
| Porte | Define o modelo de governança: dono único ou comitê. |
| Ferramentas de IA aprovadas | Descreva pelo tipo e pelo contrato, sem marca se preferir. |
| Usos permitidos | Marque o que as pessoas podem fazer com as ferramentas aprovadas. |
| Postura sobre dados | Quanto de informação interna pode entrar nas ferramentas. |
| Papel responsável pela política | O cargo ou a área, não o nome da pessoa. |
| Ciclo de revisão | Escolha o ciclo |
| A quem pedir aprovação ou tirar dúvidas | Opcional. Área, comitê ou canal interno. |
Exemplo
Uma clínica fictícia de porte médio, a Clínica Horizonte Azul, aprova duas ferramentas (um assistente de conversa corporativo com contrato empresarial e um assistente de programação), libera redação, resumo, tradução e pesquisa e escolhe a postura equilibrada. A ferramenta gera uma política com 15 seções, cláusulas de saúde (dados de pacientes só com base legal e minimização, e a IA não substitui o julgamento clínico), exemplos de uso aceitável e inaceitável, governança com comitê de IA por ser de porte médio e revisão a cada 12 meses.
Quando usar
- Quando as pessoas já usam IA generativa no trabalho e ainda não há regra escrita.
- Antes de liberar uma ferramenta corporativa de IA para toda a organização.
- Ao estruturar a governança de IA ou a capacitação em IA exigida pelo AI Act.
Perguntas frequentes
O que é uma política de uso aceitável de IA?
É o documento interno que define quais ferramentas de IA podem ser usadas, para quais tarefas, com quais dados e com quais controles. Ela orienta as pessoas no dia a dia e mostra que a organização gerencia os riscos da IA generativa.
Toda empresa precisa de uma política de IA?
Se as pessoas usam IA generativa no trabalho, sim, mesmo numa empresa pequena. Sem regra escrita, cada um decide sozinho que dados colocar nas ferramentas, e o risco de vazamento e de uso de ferramentas não autorizadas cresce.
O AI Act exige uma política de uso de IA?
O AI Act não exige esse documento com esse nome, mas pede medidas de alfabetização em IA para as pessoas que operam sistemas de IA e impõe deveres a quem implanta sistemas de alto risco. A LGPD e o GDPR valem sempre que houver dados pessoais. A política ajuda a organizar essas obrigações; confira o calendário vigente do AI Act.
O que é shadow AI?
É o uso de ferramentas de IA não aprovadas pela organização, geralmente contas pessoais e gratuitas. O risco é a informação da empresa ou dados de clientes saírem do controle. A política combate isso oferecendo ferramentas aprovadas e regras claras.
Qual certificação da DPCert cobre este tema?
O uso responsável de IA no trabalho é avaliado na RAIF (Responsible AI Foundation), a certificação de entrada da DPCert. A governança de dados para IA aparece com mais profundidade na RAIP (Responsible AI Practitioner).
O resultado é um parecer jurídico?
Não. A ferramenta é educativa e gera um rascunho a partir das suas respostas. Adapte o texto, confira as leis aplicáveis à sua organização e valide com a área jurídica antes de publicar.