A matriz RACI de governança de IA distribui as atividades do programa de IA entre as funções da organização: quem responde pelo resultado (A), quem executa (R), quem é consultado (C) e quem é informado (I). Ela evita lacunas e sobreposições, deixa um único responsável final por atividade e torna visível a segregação de funções entre quem desenvolve, quem valida e quem audita os sistemas.
Como usar
- Informe o porte, o setor, se a organização desenvolve ou só compra IA e se trata dados pessoais em grande escala.
- Marque as funções que existem de fato, do conselho às áreas de negócio.
- Escolha as atividades de governança ou deixe em branco para usar o conjunto padrão.
- Revise a matriz, os remanejamentos, a conferência de segregação de funções e o esboço do regimento do comitê, e exporte em CSV ou PDF.
O que cada campo pede
| Campo | O que preencher |
|---|---|
| Nome da organização (opcional) | Aparece no título da matriz. |
| Porte da organização | Em organizações pequenas, papéis se acumulam e a matriz fica mais enxuta. |
| Setor (opcional) | Escolha o setor |
| Relação com a IA | Quem desenvolve precisa de validação independente; quem compra precisa de due diligence de fornecedores. |
| Trata dados pessoais em grande escala com IA? | Define se DPIA e FRIA entram nas atividades padrão. |
| Funções que existem na organização | Marque só as que existem de fato; as que faltam são remanejadas com aviso. |
| Atividades de governança (opcional) | Sem marcação, a ferramenta usa um conjunto padrão conforme as respostas anteriores. |
Exemplo
A Aurora Crédito, financeira fictícia de porte médio que desenvolve modelos de crédito e também compra IA de terceiros, tem doze funções, mas não tem comitê de IA nem auditoria interna. A matriz cobre 15 atividades com 7 remanejamentos: a diretoria executiva responde pelo inventário, pela triagem, pela avaliação de risco e pela validação, a gestão de riscos valida os modelos no lugar da área de dados e a auditoria de IA vai para um revisor externo independente. O comitê proposto tem 9 membros com voto e quórum de 5.
Quando usar
- Ao estruturar o programa de governança de IA e decidir quem aprova, quem executa e quem fiscaliza.
- Antes de criar o comitê de governança de IA e escrever o regimento dele.
- Quando uma auditoria, um cliente ou o conselho pergunta quem responde por cada sistema de IA.
Perguntas frequentes
O que significa cada letra da matriz RACI?
R executa a atividade, A responde pelo resultado e aprova, C é consultado antes e I é informado depois. A ferramenta usa também A/R quando a mesma função responde e executa, o que é comum em organizações pequenas.
Por que só pode haver um A por atividade?
Com dois responsáveis finais, ninguém responde de fato. A ferramenta garante exatamente um A por atividade e, quando a dona natural não existe, passa o A para a próxima função da lista e mostra o remanejamento.
Como a ferramenta trata a segregação de funções?
Quem desenvolve ou opera um sistema nunca valida nem audita o próprio modelo, e a auditoria interna nunca executa controles operacionais. Sem função independente disponível, a matriz indica um revisor externo independente a contratar.
E se a organização não tiver comitê de IA, DPO ou auditoria interna?
Sem comitê, a diretoria executiva responde pelas atividades de gestão da IA. Sem DPO, o jurídico executa a DPIA. Sem auditoria interna, a auditoria de IA vai para um revisor externo, nunca para a primeira linha.
Qual certificação da DPCert cobre este tema?
A estruturação do programa de governança de IA, dos papéis e do comitê é tema da RAIL (Responsible AI Leader). Os deveres do conselho e da diretoria sobre IA são tema da RAI-X (Responsible AI for Executives).
A matriz garante conformidade com o AI Act ou com a ISO/IEC 42001?
Não. A ferramenta é educativa e sugere uma alocação inicial por regras simples, que a organização precisa adaptar. Não é parecer jurídico, não é auditoria e não certifica a organização.